sexta-feira, 26 de agosto de 2011

De volta pro futuro

     Já faz um certo tempo que não "piso" aqui nesse meu espaço. Durante esta pausa andei visitando lugares, revendo amigos e me dando mais liberdade de tentar ser eu - ou descobrir quem sou eu. Isso me deu até a suave vontade de criar um blog para comentar minhas perolas do cotidiano. Um dia colocarei o plano em prática ;)
     Como muitas coisas aconteceram, não terei como citar todas num único post, por tanto elas serão repartidas em suaves parcelas até que a minha vida seja toda destrinchada neste ambiente solene.. hahahaha
Separei uma - a mais recente- para dar início a sucessão de baphons xD

     Bom... tempo vai e tempo vem, e a Ana que vos escreve começou a desenvolver seu projeto da UFF. Para efeito de esclarecimento, o projeto se dá numa escola estadual onde acompanhada de um parceiro tenho por tarefa desenvolver atividades com os alunos para que eles onsigam melhorar nos conteúdos de geografia que ainda não aprenderam bem. Aí tá.. lá vai a Ana pela primeira vez conhecer a escola. O ambiente é demais: as salas de aula têm arcondicionados, há um laboratório de informatica com mais computadores que o laboratório do instituto de geociências da UFF (não que este seja ruim, rs), existe um armário com jogos, livros e outras atividades e a biblioteca também é enctandora! E depois de conhecer a escola tive de fato o primeiro encontro com os que seriam a partir de então meus auxiliados. MEDO. Será que me receberiam bem? Será que conseguiriam entender o que digo? (não que eles não saibam compreender, temo mesmo é que eu não saiba explicar..) Será que eu teria algum problema que nem sou capaz de imaginar? Eram tantas indagações que até agora me sinto atordoada. O que posso adiantar é:
1- são duas turmas:a primeira do setimo ano e a segunda do nono;
2- a primeira turma é infinitamente mais agitada que a segunda;
3- um aluno gentilmente me fez umpedido e neguei e o pobre foi zuado por seus colegas de classe. Sinto que agi mal =/
     Bom.. o que está feito, etá feito e tentarei corrigir se realmente fiz algo errado...
O que pretendo com este assunto é mostrar que aos poucos sinto que estou perdendo meu trauma de lecionar. isto não quer dizer que estou passando a gostar ou aprovar o nosso sistema educacional. Na verdade nem sei se sou capaz de me posicionar em relação a ele, mas o assunto de hoje é bom porque mostra um lado de mim que mal conheço, esse lado de uma Ana Claudia forte e corajosa que é capaz de encarar adolecentes sem gaguejar.
   E por ultimo para explicar o título: no passado lecionei. Agora estou tentando criar coragem para fazer isso outra vez (mesmo que sendo por necessidade financeira). Estou voltando para algo que está muito além do meu presente, mas que está me fortalecendo de uma forma impressionante.

sábado, 23 de julho de 2011

A Ana Religiosa

     Acabou que nem fui com a amiga do post anterior à UERJ. Tive um curso antes e acabei indo com outra amiga. Boa experiência essa. Apesar de não ter dado certo, esse pedido de companhia me fez reaproximar da Alê. Ainda bem que ela não lê isso aqui. desconfio que ela nem sabe que estávamos afastadas....
      Quando a gente pensa um pouco na vida arruma vááários assuntos pra comentar. Eu sou meio religiosa, apesar de fazer tudo o que sei que não deveria...
      Andei refletindo sobre um versículo encantador. Está em Judas 2. "...Que vocês tenham mais e mais a paz, a misericórdia e o amor de Deus."
     Na teoria somos todos pacientes, mas na prática somos pouco tolerantes com os erros dos outros e a paz se torna consequencia dessa tolerância que por sua vez é consequencia do amor de Deus que chega até nós pelo Espírito Santo.
    Esse é o meu desafio dessa semana que se iniciará no por-do-sol amanhã: dar o primeiro passo para ser misericordiosa =)

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Aprendendo a Aprender

      Sei que não sou a dona da verdade ou a sabe tudo. Tenho PLENA consciência disso, mas às vezes fica difícil enxergar o lado do outro. Como sempre me esforço pra tentar fazê-lo, acabo achando que já o fiz, mesmo quando não enxerguei nem a metade do que o outro pensa.
      Ano passado uma amiga me sacaneou. uns acham o que ela fez fortíssimo,outros acham que exagero. Eu, por boa parte do tempo, me senti muito ofendida (e ainda sinto), pela atitude e pelo descaso, mas por causa do acaso (ou não) acabamos nos reaproximando. Aí precisava sair um dia aí para resolver umas paradas e quando a chamei para ir comigo (só para ter mais argumentos parar me provar como ela é egoísta e não faz a menor falta na minha vida) ela prontamente aceitou. Sabe, se não a tivesse perdoado com certeza não iria com ela. Eu provavelmente inventaria uma desculpa e iria só. E na verdade, apesar de tê-la desculpado mesmo sem que ela me pedisse algo semelhante a desculpas e acreditando que a desculpei mesmo sabendo que ela nem deve lembrar mais da merda que fez e que possivelmente acontecerá outra vez, percebi que precisava fazer isto. Um pouco por ela, um pouco por mim. Vivo nessa minha estagnação acreditando que quem faz merda não é suficientemente bom para frequentar a minha vida, enquanto vou pouco a pouco excluindo todos sem aprender a perdoar ou conviver com quem é diferente, tem outros valores e outros padrões de correto/errado.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Ra Ra Ra de Raio Laser

      Cada um tem um dom. Uns usam seus blogs para falar de atualidaddes, outros de beleza, e ainda tem os que falam de música, mas todos sempre falam de assuntos que dominam e eu não sou diferente. No meu caso, o único assunto que domino (ou penso que domino) sou eu e todos os meus gostos com aprovações ou críticas..hahahha.
          Então.. o assunto de hoje (que não domino!!) é a Lorraine Stephane.  Passou ontem no Top Five do CQC. Ficou em quinto lugar, mas pra mim merecia o primeiro!!Veja e tire suas próprias conclusões ;)


 Pra encerrar com chave de ouro gostaria de dizer que a música que ela canta é demais!!!!

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Nas falhas de um esforço

     É inspirada na música da banda Violins que falo sobre meus sentimentos de hoje. O grande esforço, para mim, nada mais é do que a minha triste relação com a graduação/profissão. Quem me conhece bem sabe que já passei pelo técnico em formação de professores no meu ensino médio, pela graduação em fisioterapia que foi abandonada pouco tempo após o início, e atualmente pelo técnico em eletrotécnica e a graduação em geografia que deverá ser concluída em 2012. Ufa. Ou talvez não. Mas.. qual será de fato a minha profissão?
      Bom, por enquanto a geografia não é a profissão. Até porque não pretendo dedicar meus dias a fazer algo que nem os profissionais mais antigos deste algo sabem o que é. E para não viver a longa questão sobre o que é de fato o objeto de estuda da geografia enquanto trabalho com ela, decidi trabalhar com outra coisa e viver a geografia por hobby. Achei digno. Mas quem me conhece bem também sabe que quando larguei a fisio foi para cursar medicina. Aí veio a questão: minha profissão é a tal medicina?
     É, se tenho aspirações profissionais, também tenho aspirações materiais. E essa graduação não vai me permitir desenvolver taaaanto assim. Eu viveria na pindaíba por longos anos até me formar, me especializar e ganhar uma graninha legal. Outras graduações podem me dar esta graninha com menos esforço. E como sou meio assim do tipo que curte TUDO e que estudaria TUDO super feliz, acho que quero uma graduação menos trabalhosa.
     Queria saber ser eu mesma sem precisar sofrer tanto pra isso...
     Como faz para se sentir em paz quando tudo parece tão confuso e esse estado de insatisfação dura tanto tempo??

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Eu resiliente?

     Aí ontem, quarta feira, um amigo me levou  para ver cilada.com no norte shopping. Aí "visitamos" a tok e stock, passamos pelo quarto da criança, onde tudo estava sob o tema "O pequeno príncipe". Aí vimos crianças e o meu amigo todo sonhador começou a falar sobre o seu desejo de ser pai e como as crianças são fofas. E eu comecei a pensar que não nasci para ser membro de uma família. É, porque a que tenho agora não é bem uma família e me sinto incompetente demais para formar a minha própria família. E o meu amigo me questionava sobre "meu" desejo de nunca me casar e como seria triste envelhecer só... Acho tão difícil explicar que não é um desejo racional, não é tipo um objetivo de vida viver só e pior: morrer só. Eu só aceitei as circunstâncias. Só admiti que não tenho talento para relacionamentos e não me sinto à vontade com a ideia de que preciso me deixar enganar para ser feliz (é, porque se o amor é realmente essa farsa que nos deixa cegos ou aquilo que a psicanálise afirma de que nos apaixonamos por quem idealizamos, não por quem a pessoa realmente é, tudo se converte numa grande farsa). E eu não quero ser enganada. Não por mim mesma. Aí a decisão mais sensata e menos dolorosa foi aceitar que algumas coisas são para poucos, os "privilegiados". Como naquela cena do primeiro filme da trilogia Matrix: "A ignorância é uma bênção". meio determinista da minha parte, mas volto a dizer o que havia dito em posts anteriores: não posso negar o que realmente penso ou sou. Então, mais uma vez o blog assume seu caráter terapêutico.
     Eu não tenho a menor intenção de parecer pessimista ou sei lá o que, mas sempre quando falo de tudo que é tão natural pra mim, todos enxergam pessimismo no meu discurso, quando na verdade ele só mostra um realismo ao qual poucos estão acostumados.
     Pra tirar o ar fúnebre, a seguir comentários sobre o filme:
Muitos sabem que não sou a fã número 1 de comédias. poucas piadas me fazem realmente rir, até porque sou um pouco criteriosa com relação ao nível de inteligência das piadas, mas o Cilada.com tem piadas de óóótimo gosto. ri do início ao fim. Não porque o filme fosse original. tem um cara que trai sua respectiva namorada e o filme segue na "expectativa" de que no fim o casal reate o relacionamento. Coisa que de fato acontece. Ri mesmo por causa do talento dos atores e da forma como o Bruno Mazzeo interpreta o Bruno do seriado Cilada e do próprio filme. que atravésdas situações e posicionamentos permite uma identificação instantânea do público (nesse caso EU, rs) com o personagem. AMEI. Super recomendo ;)

     E você, já assistiu o filme? O que achou?

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Sobre o sobre

     Estar sozinha e em silêncio é uma das melhores modalidades de existir. Contraditório para alguém que publica seus pensamentos num blog, né?
Esses dias andei rascunhando uma série de cronicas, o mais quieta possível, mas nenhuma delas me fez sentir como eu desejava. Nesse meio tempo passei aqui e tentei falar daquilo que me chateava, mas nem sabia ao certo o que me incomodava tanto. Eu queria um descanso, tirar o peso das costas, mas me sentir aliviada é algo pouco frequente na minha vida. E o pior disso são as segundas feiras. É que segundas carregam o peso das mudanças. Pedem uma dieta, um novo posicionamento. Quando queremos mudar algo escolhemos a segunda feira para marcar a largada. E no meu caso a minha vida anda largada e pelo jeito não é o tipo de largada que leva a algum lugar.
     As pessoas costumam dizer que o tempo cura tudo, mas essa é uma teoria errada. O tempo permite tudo. E quando permite, deixa espaço para o bom e para o mau. Me parece mesmo que o tempo gosta do que é doloroso, impactante, daquilo que te deixa perplexo. Se o tempo ficasse paradinho, tudo seria perfeito, mas ele insiste em correr e correndo vira o jogo e o que era delicioso passa a ser nada mais do que um grande engano. Quem nunca viveu algo maravilhoso, quase perfeito, que pouco tempo depois e converteu em algo ruim?